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Miomatose Uterina

Os leiomiomas uterinos, popularmente conhecidos como miomas uterinos, são tumores benignos – de causa desconhecida – compostos, principalmente, por músculo uterino. Sabe-se que a ação do estrogênio e da progesterona influenciam o seu desenvolvimento, tanto que na menopausa (com a diminuição da produção de estrogênios) a tendência é a diminuição do tamanho do mioma ou, até mesmo, seu desaparecimento; por outro lado, durante a gravidez, com o aumento da progesterona, a tendência é o aumento de seu tamanho. Mas fique calma, miomas NÃO são cânceres.

Sua incidência é aumentada na faixa etária dos 40 aos 50 anos, sendo de três a nove vezes maior nas mulheres negras. Estudos indicam que mais de 75% (alguns falam em até 90%) das mulheres são portadoras de miomas.

Apesar da miomatose ser na maioria das vezes assintomática, algumas pacientes podem apresentar irregularidade menstrual com aumento do fluxo, cólicas, sangramento não relacionado à menstruação, alterações urinárias e, até mesmo, infertilidade.

Os miomas podem localizar-se em praticamente todo o útero, sendo principalmente:

  • Subseroso: localizado na porção mais externa da parede uterina; geralmente não apresenta sintomas, exceto quando de grande volume, causando efeitos compressivos aos órgãos adjacentes.
  • Intramural: localizado na espessura da parede uterina; geralmente apresenta sintomas quando cresce de tamanho, causando sangramento, compressão dos órgãos adjacentes e infertilidade (pela distorção da cavidade uterina).
  • Submucoso: localizado na porção mais interna da parede uterina; geralmente causa sangramento uterino anormal e cólica. Está intimamente ligado ao abortamento de repetição e à infertilidade.
  • Intracavitário: localizado completamente dentro da cavidade uterina; costuma causar sangramento irregular e cólicas.
  • Pediculados: são ligados à superfície uterina por uma ponte fibromuscular (por onde vem também sua circulação); geralmente assintomáticos. Pode ocorrer a torção do seu pedículo, sendo causa de dor aguda e necessitando cirurgia.

Miomas_blogO diagnóstico se faz com a história clínica da paciente e com o uso de exames complementares, como o ultrassom. Em casos específicos, pode-se lançar mão da ressonância magnética, histeroscopia e/ou videolaparoscopia.

Já o tratamento pode variar desde o acompanhamento rotineiro até o tratamento clínico e/ou cirúrgico – miomectomia (retirada dos miomas) ou histerectomia (retirada do útero). Os tratamentos cirúrgicos variam conforme o caso e a idade da paciente, o desejo ou não de uma futura gestação, o tamanho, o número e a localização dos miomas.

Enfim, como trata-se de uma patologia muito comum e com tratamento individualizado, procure um médico. Ele estará habilitado para responder todas as suas perguntas, orientá-la sobre os cuidados e o melhor tratamento!

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